Requisitos Gerais para Ingredientes Halal

Confira os Requisitos Gerais para Ingredientes Halal

O mercado de alimentos halal está em crescimento global, impulsionado pela demanda de consumidores muçulmanos e pela busca por alimentos que seguem padrões éticos e seguros. A certificação halal, que assegura que os produtos são conformes com os princípios islâmicos, depende de uma avaliação rigorosa de todos os ingredientes utilizados no processamento dos alimentos. Este artigo resume os requisitos gerais para ingredientes halal, com base nas normas internacionais OIC/SMIIC 24:2020, GSO 2055-1, GSO 2500 e SMIIC 1.

1. Definição de Ingredientes Halal

De acordo com a GSO 2055-1:2015 e SMIIC 1, os ingredientes halal são aqueles permitidos para consumo de acordo com os princípios da Sharia. Isso significa que todos os ingredientes devem ser provenientes de fontes permitidas, como plantas e animais abatidos de acordo com os preceitos islâmicos. Ingredientes de origem animal, como carne, gordura e enzimas, só podem ser utilizados se sua origem e método de abate estiverem em conformidade com a lei islâmica.

Os ingredientes halal não devem conter impurezas ou substâncias proibidas (haram), como álcool ou derivados de suínos, conforme as diretrizes da GSO 2500. Esses ingredientes também devem ser processados, armazenados e transportados de maneira que evite a contaminação cruzada com produtos não halal, assegurando a integridade do produto durante toda a cadeia de suprimentos.

2. Substâncias Proibidas (Haram)

As substâncias proibidas, ou haram, são rigorosamente excluídas de qualquer produto halal. Conforme as normas GSO 2055-1 e SMIIC 1, os seguintes ingredientes são os mais comuns que devem ser evitados:

Carne de Porco e Derivados: A carne suína e qualquer ingrediente derivado de suínos, como gelatina suína ou enzimas, são considerados haram e não podem ser utilizados em alimentos halal.

Álcool: O álcool, em todas as suas formas, é proibido quando utilizado como ingrediente principal. No entanto, a OIC/SMIIC 24:2020 permite pequenas quantidades de álcool residual em alimentos quando usado como solvente, desde que sua concentração no produto final não exceda 0,5% e que o álcool não seja proveniente de fontes proibidas, como uvas ou tâmaras (ou de qualquer outra fonte usada para consumo de bebidas alcoólicas).

Animais Não Abatidos de Acordo com a Sharia: De acordo com a SMIIC 1, a carne de animais que não foram abatidos segundo os preceitos islâmicos é considerada haram, incluindo o uso de quaisquer derivados desses animais.

Além disso, ingredientes que contenham sangue, aditivos que imitem produtos proibidos (como aromas que imitam o sabor de carne de porco), ou produtos que foram contaminados com substâncias haram durante o transporte ou processamento também são excluídos.

3. Substâncias Duvidosas (Mashbooh)

Substâncias duvidosas, conhecidas como mashbooh, são ingredientes cuja conformidade com os preceitos islâmicos é incerta. Normas como a GSO 2055-1 e SMIIC 1 recomendam que esses ingredientes sejam evitados até que sua conformidade possa ser confirmada.

A GSO 2500 exige que os fabricantes verifiquem a origem e o método de produção de qualquer ingrediente que possa ser classificado como mashbooh. Um exemplo clássico seria a gelatina, que pode ser derivada tanto de bovinos (halal) quanto de suínos (haram). Se a fonte de um ingrediente não puder ser confirmada como halal, ele deve ser considerado mashbooh e evitado.

Essa prática está alinhada ao princípio de precaução islâmica, que visa evitar que os consumidores muçulmanos ingiram substâncias proibidas por engano. Para confirmar a conformidade, os fabricantes podem recorrer a certificações halal, auditorias de fornecedores, ou testes laboratoriais, como análises de DNA para verificar a origem animal de um ingrediente.

4. Verificação e Certificação de Ingredientes

As normas SMIIC 1 e GSO 2055-1 exigem que todos os ingredientes utilizados em produtos halal sejam verificados quanto à sua conformidade com os preceitos islâmicos. Essa verificação deve ser feita por meio de certificação halal e, quando necessário, testes laboratoriais.

Certificação Halal

Os fornecedores de ingredientes devem apresentar certificados halal válidos, emitidos por uma entidade reconhecida, como estipulado nas normas GSO 2500 e SMIIC 1. Esses certificados garantem que os ingredientes atendem aos critérios estabelecidos pela Sharia e que foram produzidos, processados e transportados em conformidade com os requisitos halal. A certificação também deve ser renovada periodicamente, com auditorias regulares realizadas nos fornecedores para verificar a conformidade contínua.

Testes Laboratoriais

Quando a certificação halal não estiver disponível ou houver dúvidas sobre a origem de um ingrediente, a OIC/SMIIC 24:2020 recomenda a realização de testes laboratoriais para confirmar a conformidade. Esses testes podem incluir análises de DNA para identificar a presença de derivados de suínos ou testes químicos para detectar a presença de álcool em solventes.

Esses procedimentos garantem que os produtos finais atendam aos requisitos halal e são seguros para consumo.

5. Processamento e Segregação

Para manter a conformidade halal, o processamento e manuseio de ingredientes devem ser cuidadosamente gerenciados para evitar qualquer risco de contaminação cruzada com produtos não halal. As normas GSO 2055-1 e SMIIC 1 fornecem diretrizes claras sobre como essas operações devem ser conduzidas.

Segregação Física

Os ingredientes halal devem ser processados e armazenados separadamente de ingredientes não halal. Se a produção for realizada em instalações onde também são processados produtos não halal, como estipula a GSO 2055-1, os equipamentos e superfícies devem ser completamente limpos e higienizados antes do processamento dos alimentos halal.

A segregação também se aplica ao transporte e armazenamento. Ingredientes halal devem ser mantidos em compartimentos distintos durante o transporte para evitar a contaminação cruzada.

Boas Práticas de Higiene (GHP)

A aplicação de Boas Práticas de Higiene (GHP), conforme recomendado pela GSO 2055-1 e SMIIC 1, é essencial para garantir que os ingredientes halal sejam manuseados em condições seguras e limpas. Isso inclui a manutenção de equipamentos e superfícies de contato com alimentos, bem como a capacitação contínua de funcionários para evitar a contaminação cruzada com ingredientes não halal.

Além disso, os processos de auditoria e verificação devem ser realizados regularmente para garantir que os padrões de higiene estejam sendo mantidos.

6. Aditivos Alimentares

Os aditivos alimentares são amplamente utilizados na produção de alimentos processados e desempenham um papel importante na conformidade halal. Normas como a OIC/SMIIC 24:2020, GSO 2500 e GSO 2055-1 fornecem diretrizes específicas para garantir que os aditivos sejam compatíveis com os requisitos halal.

Aromatizantes

Aromatizantes utilizados em produtos halal devem ser provenientes de fontes halal e não conter álcool ou derivados de substâncias proibidas. Além disso, os aromatizantes sintéticos que imitam sabores proibidos, como carne de porco, são considerados não halal, mesmo que seus componentes sejam tecnicamente aceitáveis. Essa regra garante que os consumidores muçulmanos não sejam induzidos a erro sobre a natureza do produto.

Emulsificantes e Gelatinas

Emulsificantes e gelatinas são aditivos comumente usados em alimentos processados, e sua conformidade halal depende de sua origem. Como exigido pela GSO 2055-1 e SMIIC 1, esses aditivos devem ser provenientes de animais abatidos de acordo com os preceitos islâmicos ou de fontes vegetais. Gelatinas de origem suína são completamente proibidas, enquanto emulsificantes derivados de óleos animais devem ser verificados quanto à sua conformidade com os princípios halal.

Conclusão

Os requisitos para ingredientes halal, como descritos nas normas OIC/SMIIC 24:2020, GSO 2055-1, GSO 2500 e SMIIC 1, são rigorosos e abrangem desde a seleção de matérias-primas até o processamento e transporte. Garantir a conformidade halal envolve a verificação detalhada dos ingredientes, certificação adequada, auditorias periódicas e a aplicação de boas práticas de higiene. Esses procedimentos visam proporcionar segurança e confiança aos consumidores muçulmanos e promover transparência na produção de alimentos.

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Halal Nigéria Capa

A Corrida pelo Mercado Halal: Brasil, Nigéria e Indonésia no Jogo Global

A economia halal global está passando por uma transformação profunda, com projeções de atingir US$ 7,7 trilhões até 2025. O conceito halal, tradicionalmente associado a alimentos, agora se expande para áreas como moda, cosméticos, turismo, finanças e tecnologia. Países como Nigéria, Brasil, Malásia e Indonésia estão adotando estratégias inovadoras e ambiciosas para garantir uma fatia desse mercado dinâmico e em rápida expansão. A crescente demanda global por produtos que seguem padrões rigorosos de qualidade, sustentabilidade e ética está moldando a nova cara da economia halal.

Nigéria: Um Novo Hub de Economia Halal

A Nigéria está se posicionando para se tornar um dos principais hubs da economia halal global. O vice-presidente Kashim Shettima destacou recentemente a importância de capitalizar o tamanho demográfico e econômico do país para explorar o crescente mercado halal. Com o apoio de iniciativas governamentais, o país espera aumentar suas exportações halal para os países da Organização de Cooperação Islâmica (OIC) e fortalecer seu comércio regional através da AfCFTA (Área de Livre Comércio Continental Africana).

A meta da Nigéria é aumentar sua participação nas exportações halal de 2% para 6%, o que pode gerar até US$ 548 milhões para o PIB do país nos próximos anos. O governo também está promovendo investimentos internacionais e expandindo sua infraestrutura para atrair parceiros estratégicos na indústria halal, visando mercados globais e intra-africanos.

Brasil: Um Líder em Exportação de Carne Halal

O Brasil continua a ser um dos principais players globais no setor de carne halal, atendendo à crescente demanda de países muçulmanos, especialmente no Oriente Médio. As rigorosas práticas de abate halal no país têm sido fundamentais para o sucesso das exportações brasileiras de carne bovina e de aves. O Brasil mantém um sistema de certificação halal robusto, que garante que os produtos atendam aos altos padrões exigidos pelos mercados internacionais.

Além de fortalecer seu setor de carnes, o Brasil está explorando oportunidades em outras áreas dentro da economia halal, como alimentos processados e commodities, consolidando sua posição como fornecedor confiável para a comunidade muçulmana global.

Indonésia: Certificação Halal como Diferencial Competitivo

A Indonésia, maior país muçulmano do mundo, está ampliando sua infraestrutura de certificação halal com novos regulamentos que exigem que todos os produtos importados sejam registrados em plataformas oficiais de certificação. Essa abordagem visa garantir a conformidade com os rigorosos padrões halal, tanto para o mercado interno quanto para os mercados de exportação.

A Indonésia está fortalecendo sua cooperação com países europeus e outras economias para expandir suas exportações de cosméticos, alimentos e turismo halal. Com uma certificação rigorosa e bem reconhecida, o país está se posicionando como um dos líderes globais na produção de produtos halal que atendem a padrões éticos e de sustentabilidade.

Malásia: Inovação e Expansão no Setor Halal

A Malásia é amplamente reconhecida como um dos centros mais avançados da indústria halal. Seu sistema de certificação é considerado um dos mais confiáveis do mundo, abrangendo uma ampla gama de produtos, desde alimentos e bebidas até cosméticos e moda modesta. O Primeiro-Ministro Anwar Ibrahim ressaltou que o conceito halal vai além da conformidade religiosa, incorporando valores como saúde, higiene e sustentabilidade.

O país também está promovendo parcerias estratégicas com mercados internacionais, como o Catar, para expandir sua influência no setor de cosméticos e moda modesta. A Malásia vê o halal não apenas como uma questão religiosa, mas como um selo de qualidade que atrai consumidores globais, independente de religião.

Europa: Desafios e Oportunidades para Carne Halal

Na Europa, a demanda por produtos halal continua a crescer, não apenas entre muçulmanos, mas também entre consumidores preocupados com práticas éticas e sustentáveis. No entanto, regulamentações mais rígidas, como as impostas pela Argélia para a exportação de carne halal, geraram tensões entre países europeus exportadores. Isso demonstra a necessidade de um alinhamento mais próximo entre as regulamentações internacionais e os padrões locais, especialmente em mercados sensíveis como o de carne halal.

Apesar desses desafios, o mercado europeu tem mostrado uma capacidade crescente de adaptação, e muitos países da União Europeia estão ajustando suas práticas para atender à demanda por produtos halal, tanto dentro quanto fora de suas fronteiras.

Conclusão: O Futuro da Indústria Halal

O mercado halal está se expandindo rapidamente, com países como Nigéria, Brasil, Indonésia e Malásia liderando essa transformação. A certificação halal, antes vista como uma exigência religiosa, tornou-se um símbolo de qualidade e sustentabilidade reconhecido globalmente. Com inovações em setores como cosméticos, moda, turismo e alimentos, a indústria halal continua a oferecer oportunidades significativas para economias emergentes e estabelecidas.

À medida que a demanda global por produtos que seguem padrões rigorosos de qualidade e ética aumenta, a indústria halal está preparada para se tornar um dos pilares mais dinâmicos da economia global nos próximos anos. Governos e empresas em todo o mundo estão aproveitando esse crescimento, adaptando suas estratégias e se posicionando para capturar uma fatia desse mercado de trilhões de dólares.

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Festival Halal Londres

World Halal Food Festival 2024: Delícias Culinárias em Londres

O World Halal Food Festival 2024 está programado para acontecer no London Stadium, em Londres, nos dias 28 e 29 de setembro de 2024, prometendo ser um dos maiores e mais diversificados eventos gastronômicos halal do mundo. Esta celebração culinária reúne sabores e culturas de todo o mundo, destacando a crescente relevância e influência da indústria halal global.

O Que é o World Halal Food Festival?

O World Halal Food Festival é uma plataforma onde o melhor da culinária halal é exibido. Reunindo mais de 150 expositores de várias regiões, o festival oferece uma experiência gastronômica única, com pratos tradicionais e inovações modernas. Desde comida de rua até refeições gourmet, o evento visa celebrar a diversidade cultural dentro da indústria halal.

Organizado anualmente, o festival é uma oportunidade para consumidores, chefs e fornecedores se conectarem, além de uma vitrine para empresas halal apresentarem seus produtos a uma audiência global. O London Stadium, famoso por sediar grandes eventos esportivos, se transforma em um paraíso culinário para amantes da comida de todas as origens.

O Que Esperar em 2024?

A edição de 2024 do World Halal Food Festival promete ser maior e melhor do que nunca, com uma variedade de atividades e atrações. Entre os destaques estão as demonstrações culinárias ao vivo de chefs renomados do Reino Unido e de outras partes do mundo, oferecendo ao público a chance de aprender novas receitas e técnicas. O Halal Food Court proporcionará uma experiência gastronômica imersiva, com pratos exclusivos que representam diversas tradições culinárias.

Além disso, haverá uma área especial chamada Dessert Wonderland, dedicada a delícias doces de diferentes culturas, incluindo sobremesas tradicionais halal. Para complementar a experiência, o festival incluirá entretenimento ao vivo, com música e performances culturais, criando um ambiente vibrante e inclusivo para famílias e visitantes de todas as idades.

A Importância Global da Culinária Halal

O mercado de alimentos halal está crescendo exponencialmente, com estimativas de que atinja US$ 5 trilhões até 2030. Festivais como o World Halal Food Festival destacam essa expansão, mostrando a importância cultural e econômica da culinária halal. Londres, com sua diversidade étnica e cultural, é o local ideal para um evento desse porte, que não só atende a comunidade muçulmana, mas também atrai pessoas de várias origens que apreciam alimentos de alta qualidade e práticas sustentáveis.

O evento também serve como um ponto de encontro para empresas que desejam expandir suas operações no mercado halal. Marcas de todo o mundo usam a plataforma para encontrar parceiros de negócios e consumidores em um ambiente que promove inovações dentro da indústria.

Comparações com Outros Festivais Halal

Embora o World Halal Food Festival em Londres seja uma das maiores celebrações de alimentos halal do mundo, outros festivais, como o Philly Halal Food Festival nos Estados Unidos, também desempenham papéis importantes em suas regiões. O Philly Halal Food Festival 2024, por exemplo, retornará à Filadélfia no mesmo fim de semana do evento em Londres, reunindo 50 fornecedores de comida e apresentando uma ampla gama de pratos halal locais e internacionais.

Esses festivais regionais, como o de Filadélfia, são igualmente importantes na promoção da culinária halal em um nível local, apresentando especialidades como o frango picante estilo Nashville, dumplings nepaleses e o famoso chocolate de Dubai. Ao conectar consumidores a novas experiências, esses eventos ajudam a expandir a consciência sobre a diversidade e a qualidade dos produtos halal.

Inclusão e Entretenimento

O World Halal Food Festival não é apenas sobre comida; é também uma celebração da cultura halal em um sentido mais amplo. Com entretenimento ao vivo, incluindo performances de música e dança tradicionais e contemporâneas, o festival se torna um evento inclusivo, acessível para famílias e indivíduos de todas as idades. Os visitantes podem explorar as áreas de lazer, participar de concursos e desfrutar de atividades culturais enquanto saboreiam a diversidade culinária de várias partes do mundo.

Conclusão

O World Halal Food Festival 2024 será mais do que um evento gastronômico – será uma verdadeira celebração da cultura halal e de suas diversas tradições ao redor do mundo. Para os visitantes, será uma oportunidade única de experimentar sabores globais, aprender com chefs renomados e participar de um evento culturalmente enriquecedor no coração de Londres. Com mais de 150 expositores, uma rica programação de entretenimento e a diversidade da culinária halal, o festival tem tudo para ser um dos maiores e mais emocionantes eventos do ano.

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Fontes:

  1. Halal Focus – UK: The World Halal Food Festival 2024 – A Global Culinary Extravaganza at London Stadium
  2. World Halal Food Festival – Sobre o World Halal Food Festival
  3. Queen Elizabeth Olympic Park – World Halal Food Festival no London Stadium
  4. Halal Weekly – Experience the Diversity of Halal Cuisine at the World Halal Food Festival 2024
  5. World Halal Food Festival – O que esperar no evento
  6. The Philadelphia Inquirer – Philly Halal Food Festival 2024: 7 vendors you don’t want to miss

Novos prazos para a Lei Halal mandatória da Indonésia

O governo da Indonésia decidiu adiar o prazo para a certificação halal obrigatória para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Inicialmente previsto para 17 de outubro de 2024, o novo prazo foi alterado para 2026. 

Após uma reunião limitada com o Presidente Joko Widodo no Palácio Presidencial em 15 de maio, o Ministro Coordenador de Assuntos Econômicos, Airlangga Hartarto, declarou que o adiamento se deve ao fato de que o número de obrigações de certificação halal ainda não atingiu a meta e dificilmente seria concluído até outubro do próximo ano. 

“O cumprimento das obrigações de certificação halal ainda não alcançou a meta estabelecida, pois muitos produtos de MPMEs ainda não foram certificados”, disse o ministro. 

Ele informou que as empresas de médio e grande porte ainda devem completar suas obrigações de certificação halal até, no máximo, 17 de outubro de 2024. Enquanto isso, as MPMEs terão um tempo adicional até 17 de outubro de 2026. 

De 2019 até 15 de maio de 2024, a Agência Organizadora de Garantia de Produtos Halal – The Halal Product Assurance Organizing Body (BPJPH) – emitiu certificados halal para 4.418.343 produtos, o que representa apenas 44,18% da meta de 10 milhões de produtos. Atualmente, a Indonésia possui um total de 28 milhões de unidades de MPMEs. 

“Portanto, o Sr. Presidente decidiu que a implementação de certificados halal obrigatórios para alimentos e bebidas de MPMEs será adiada – não até 2024, mas até 2026. Este adiamento também se aplica a medicamentos tradicionais, ervas, cosméticos, acessórios, utensílios domésticos e diversos dispositivos médicos. 

Certificados Halal na Indonésia: Um Breve Histórico 

Em 1988, a notícia de que alimentos contendo carne de porco estavam circulando livremente no mercado levou a uma queda no poder de compra dos consumidores e afetou a estabilidade econômica. Isso levou o governo a considerar a urgência da certificação halal para atender à maioria dos indonésios que são muçulmanos. 

A primeira certificação halal foi realizada pelo Conselho Ulema da Indonésia (MUI) em 1989, enquanto o rotulamento halal de produtos alimentícios na Indonésia foi iniciado pelo Ministério da Saúde no final de 1976. Em seguida, em 10 de novembro de 1976, todos os alimentos e bebidas contendo carne de porco ou seus derivados tiveram que indicar que o produto continha carne de porco. 

Até o momento, a obrigação de fornecer certificação halal para alimentos, bebidas, produtos de abate e serviços de abate é regulamentada pelo Regulamento Governamental No. 39 de 2021 sobre a Implementação do Setor de Garantia de Produtos Halal. 

Para complementar as informações, a decisão de adiar a certificação halal para MPMEs até 2026 foi recebida com apoio por parte dessas empresas, que enfrentam desafios para cumprir os requisitos de certificação [1] [8]. O governo também expandiu a autoridade para emitir certificações halal para órgãos regionais, incluindo o Majelis Ulama Indonesia (MUI) regional, o Conselho Consultivo de Ulama de Aceh e o Comitê de Fatwa de Produtos Halal [8]. Essa descentralização visa tornar o processo de certificação mais acessível e eficiente para as MPMEs em todo o país. 

A certificação halal para MPMEs é crucial não apenas para o cumprimento de padrões religiosos e éticos, mas também para aumentar a competitividade dos produtos indonésios nos mercados doméstico e internacional. O adiamento é esperado para fornecer às MPMEs o tempo e os recursos necessários para alcançar a certificação, contribuindo assim para sua sustentabilidade e crescimento a longo prazo [8]. 

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Congresso Nacional de Qualidade de Carne 2024

Congresso Nacional de Qualidade de Carne (CNQC) – 2024

O Congresso Nacional de Qualidade de Carne (CNQC) é um evento de grande relevância para o setor agropecuário brasileiro, destacando-se como um fórum de discussão sobre os avanços e desafios na produção cárnea. Durante três dias, o congresso oferece palestras, mesas redondas e apresentações de pesquisas científicas, com a presença de especialistas renomados.

Carne no Cenário Brasileiro A carne é um dos pilares da economia brasileira, com impacto significativo no PIB e na geração de empregos. O Brasil se posiciona como um dos principais exportadores de carne bovina e de frango, contribuindo para a nutrição e o bem-estar da população.

Objetivos do CNQC O CNQC tem como objetivo fomentar o conhecimento e ressaltar a importância da pesquisa e da cadeia produtiva da carne, promovendo a inovação e a tecnologia aplicada para melhorar a produtividade, qualidade e segurança dos produtos cárneos.

Palestrantes e Temas O evento é dividido em três dias, cada um focado em diferentes aspectos da indústria da carne:

  • Primeiro Dia: Focado em aves, bem-estar animal, HACCP e abate Halal, com palestrantes como Humberto Vinícius Faria da Cunha, Dr. Rodrigo Fortunato de Oliveira, Dr. Rodrigo Alves de Souza, Jose Rodolfo Ciocca e Marc Daher.
  • Segundo Dia: Dedicado a carnes não convencionais, inspeção, microbiologia e rastreabilidade, com palestras de M.Sc. Édipo Henrique Fernandes, Dr. Marcelo Coutinho e Dr. Erick Alonso Villegas Cayllahua.
  • Terceiro Dia: Voltado para bovinos, suínos, caprinos, ovinos, peixes e bubalinos, com contribuições de Dr. Saulo da Luz e Silva, Dr. Luis Artur Loyola Chardulo, Dr. Cesar Augusto Pospissil Garbossa, Dr. Sérgio Bertelli Pflanzer, Dra. Dariane Beatriz Schoffen Enke e Dr. Rafael Silvio Bonilha Pinheiro.

Local do Evento Hotel Recreio São Jorge – Av. Carlos Berchieri, 01 – Colina Verde, Jaboticabal – SP, 14887-050.

O evento será presencial, mas também contará com transmissão online para os inscritos nessa modalidade.

Conclusão O CNQC é uma oportunidade única para profissionais e acadêmicos se atualizarem sobre as tendências e inovações do setor cárneo, além de ser um espaço para networking e fortalecimento da comunidade científica e produtiva da carne no Brasil. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail [email protected].

Semana da comunidade Árabe

A cozinha árabe contribuiu muito para o desenvolvimento culinário brasileiro.
Já faz algum tempo que alguns pratos se tornaram comuns ao paladar brasileiro, contribuindo com o surgimento de restaurantes típicos e redes de fast foods.
Entre os pratos mais comuns consumidos pelos Brasileiros estão:
Falafel; Beirute; Kibe; Esfiha; Hummus; Kafta; Charuto de Repolho; Tabule; Kebab; e outros.

É fato que os árabes contribuíram em muitos quesitos na cultura Brasileira mas uma das principais heranças foi a culinária.